A Interpretação das Setenta Semanas de Daniel nos Primeiros Pais

Por Louis E. Knowles

MAIS de um escritor observou que o notável pântano da interpretação do Antigo Testamento se encontra na história das inúmeras e igualmente diversas exposições da profecia de Daniel das Setenta Semanas. Isso é certamente tão verdadeiro quanto à situação nos primeiros escritores patrísticos como em qualquer outro período. Além disso, a confusão geralmente aumenta aqui devido a dois fatores. Primeiro, os primeiros pais tinham um texto muito corrupto de Daniel, sobre o qual trabalhar. Nenhum deles demosntra qualquer conhecimento do Hebraico dessa passagem, embora alguns dos escritores posteriores tenham familiaridade com o idioma. O segundo fator está na falta de cronologia científica. Poucos pais tinham ideia de quando o primeiro ano de Ciro ocorreu. Deve-se afirmar, no entanto, que quanto mais tarde seguimos o desenvolvimento, mais preciso se torna o conhecimento das datas históricas.

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Rudimentos do Dispensacionalismo no Período Anteniceno: Eras e Dispensações nos Pais Antenicenos [2]

Larry V. Crutchfield

Bible Instructor, Comunidade Militar Baumholder, Baumholder, Alemanha Ocidental

É possível encontrar nos escritos dos Pais das divisões da história humana, com base nas relações de Deus com a humanidade. Estes são sistemas baseados não em uma divisão arbitrária da existência humana em eras cronológicas predeterminadas, como afirma C. Norman Kraus,[1] mas no programa de Deus para a humanidade no contexto da salvação. Os Pais da igreja primitiva reconheceram que em vários momentos o método de relação de Deus com os homens e o conteúdo da revelação divina a eles haviam sofrido mudanças para neutralizar o fracasso da criatura e facilitar sua abordagem em obediência a Deus. No entanto, esses Pais viram apenas uma base ao longo da história da humanidade para a justificação do homem diante de Deus: fé na morte sacrificial de Jesus na cruz.

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Por que ler os pais da igreja?

Talvez para alguns de vocês que lerem isso, a pergunta possa ser formulada como: quem são os pais da igreja?

Sem dúvida, você estará familiarizado com alguns de seus nomes: Agostinho, Jerônimo, Clemente, Inácio, Policarpo, Justino Mártir e outros. Você pode até ter lido partes ou citações de alguns desses homens. Mas isso ainda não explica realmente quem são e por que você deveria se importar, e muito menos, na verdade, lê qualquer um de seus trabalhos.

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As Setenta Semanas de Daniel

Por Thomas Ice

Deixe os comentaristas pós-milenistas e amilenistas olharem continua e firmemente para este fato. Esta profecia é uma profecia para o povo de Daniel e a cidade de Daniel. Nenhuma alquimia interpretativa espiritualizadora origenista pode mudar isso.

– Robert Culver[1]

Tem sido bem observado por vários escritores que se as setenta semanas terminaram com a morte de Cristo e a vindoura destruição de Jerusalém, é simplesmente impossível – com toda a ingenuidade gasta nessa direção por homens eminentes – perceber o cumprimento das profecias a partir das datas dadas, pois o tempo normalmente aduzido é por demais longo para se encaixar com a crucificação de Cristo ou muito curto para se estender à destruição de Jerusalém.

– George N. H. Peters[2]

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Rudimentos do dispensacionalismo no período Pré-Nicéia: Israel e a Igreja nos Pais Antenicenos [1]

Larry V. Crutchfield

Bible Instructor, Baumholder Military Community,

 Baumholder, West Germany

A questão fundamental

Uma das acusações comumente levantadas contra os dispensacionalistas é que sua doutrina é inteiramente nova, sem antecedentes históricos, antes do líder dos Irmãos de Plymouth, John Nelson Darby (1800-1882). “Nenhum escritor dispensacionalista”, declara Clarence B. Bass, “jamais conseguiu oferecer … um único ponto de continuidade entre o que hoje é conhecido como dispensacionalismo e a visão histórica pré-milenista”. [1] Não só é alegado que não há ponto de continuidade, mas como Millard J. Erickson afirma: “Nenhum traço dessa teologia pode ser encontrado no início da história da igreja”. [2]

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UMA HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO DE ROMANOS 9: 6-13 NO PERÍODO PATRÍSTICO

 

Por JOHN MOON

Hons. B.Sc., University of Toronto, 2008 M.Div., Trinity Evangelical Divinity School, 2013

Link para parte final: https://paleoortodoxo.wordpress.com/2020/06/25/uma-historia-da-interpretacao-de-romanos-9-6-13-no-periodo-patristico-final/

 INTRODUÇÃO

 Ao longo da história da igreja, poucos textos foram mais debatidos do que o capitulo nove de Romanos de Paulo. Orígenes e seus adversários cristãos gnósticos (III sec.), Agostinho e Pelágio (V sec.), Calvino e Armínio (XVI sec.), e intérpretes modernos também têm debatido e discordado sobre a interpretação do capítulo. O que está em jogo é o próprio caráter de Deus na maneira como ele escolheu seu povo. Deus não cumpriu sua promessa de salvar Israel apenas para cumprir essa promessa na Igreja? Ou o plano de Deus sempre foi salvar apenas alguns e não outros? Ele predetermina o destino dos indivíduos, predestinando alguns para a salvação e outros para condenação? Se sim, então Deus é injusto por punir aqueles que ele rejeitou? Ou ele está simplesmente agindo de uma forma misteriosa? E se Deus predetermina o destino eterno das pessoas, então por que Paulo mais tarde falaria como se a escolha humana importasse para receber a salvação (por exemplo, Rom. 11: 22-23)? É Paulo inconsistente? Ou Romanos 9 não é realmente sobre predestinação? Estas são algumas das perguntas que foram suscitadas por Romanos 9.

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A responsabilidade pelo pecado involuntário em Santo Agostinho

BLOG: Romanos 7 tem uma  função importante na teologia de Agostinho de Hipona,  desde que é a partir das sequelas que  o debate com Fortunato deixa em Agostinho que o mesmo começa  seu movimento de abandono da posição tradicional  do cristianismo primitivo sobre Romanos 7. Passando a desenvolver o conceito  de pecado involuntário, partindo  de uma base maniqueia. o link que segue  trata o contexto histórico e teológico do debate de Agostinho com Fortunato. https://paleoortodoxo.wordpress.com/2018/08/08/agostinho-venceu-seu-debate-com-fortunato/

 Em um artigo anterior[1], apontei para o fato de que, em suas obras tardias, Agostinho chegou a acreditar que um dos resultados da queda de Adão foi colocar os homens em tal situação que é possível para eles pecarem sem desejar fazê-lo. Pecado desse tipo eu descrevi como “pecado involuntário”[2]. A gênese desta noção no pensamento de Agostinho foi atribuída ao debate contra o Maniqueu Fortunato, nos dias 28 e 29 de agosto, 392. Nesse debate, Agostinho foi obrigado a admitir pela primeira vez, sob a persuasão de certos textos paulinos[3] habilidosamente manejados por Fortunato, que os homens pecam por necessidade. Essa admissão contém o germe de toda a compreensão posterior de Agostinho sobre a incapacidade do homem, uma compreensão que contrasta tão fortemente com a visão encontrada em seus trabalhos anteriores, esse homem era capaz de fazer o bem e evitar o mal em virtude de seu livre-arbítrio.

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AGOSTINHO VENCEU SEU DEBATE COM FORTUNATO?

Jason David BeDuhn

Universidade do Norte do Arizona, Flagstaf

Por dois dias em agosto de 392, Agostinho, sacerdote católico de Hipona, envolveu-se em um debate com Fortunato, o líder da comunidade maniqueísta da cidade. Quem ganhou este debate? [1] Agostinho acreditou que sim. Mas ele dificilmente é uma testemunha objetiva. Apesar disso, os comentaristas têm levado a sério suas palavras através dos séculos, estimando e incluindo em biografias e obras de referência mais recentes sobre a carreira de Agostinho.[2] Mesmo na melhor hipótese, os especialistas foram decididamente tendenciosos em favor da posição de Agostinho no debate, em muitos casos citando meras paráfrases dos ataques de Agostinho no debate como conclusões analíticas sobre deficiências no sistema maniqueísta. A leitura tradicional do debate como uma vitória para Agostinho foi moldada por uma tendência teleológica em favor das posições de Agostinho na história intelectual ocidental, pelo detalhe que é Fortunato que pede o fim do debate, e pela impressão de que o enigma Nebrídiano representado por Agostinho é decisivo no debate, porque ele persiste em colocá-lo de uma forma que não reconhece qualquer resposta de Fortunato. Nas últimas décadas, no entanto, um número de pesquisadores começara a reavaliar a leitura tradicional do debate, e resgatar a força dos argumentos de Fortunato, tanto como em seu impacto sobre Agostinho.

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QUANDO O CALVINISMO COMEÇOU?

Por Jack Cottrell

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta sobre a natureza histórica do Calvinismo. Um dos meus pontos com meus amigos calvinistas tem sido que você realmente não vê as doutrinas da T-U-L-I-P até Agostinho Para mim isso é uma coisa atraente. Se Paulo quis dizer total depravação e tudo o que os calvinistas acreditam, então você acredita que poderia encontrar isso nos pais da igreja primitiva. Você acha esse argumento convincente? Eu li recentemente em um blog que basicamente dizia que as ideias do Calvinismo estão em todos os pais da igreja primitiva. O que você acha?

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