
Por Michael J. Svigel
Ao longo da história da interpretação, as opiniões variaram sobre se Adão e Eva haviam comido da árvore da vida no paraíso antes da Queda. Se tivessem comido, o banimento do Éden significaria que foram separados dessa fonte de sustento contínuo; caso contrário, o exílio os impediria de provar a árvore pela primeira vez. Neste breve ensaio, defendo a tese de que Adão e Eva já haviam comido da árvore da vida antes da Queda, citando precedentes históricos dessa visão entre os Pais da Igreja. Embora essa perspectiva se alinhe melhor à narrativa geral de criação-queda-redenção apresentada em The Fathers on the Future, ela não é essencial para a estrutura escatológica da obra.
Mas seria a árvore da vida uma árvore literal? E o ato de comer dela conferia, de alguma forma, um poder regenerativo real, fosse físico ou espiritual? Além daqueles que erroneamente entendiam a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal como sendo a mesma árvore, alguns Pais da Igreja primitiva frequentemente interpretavam essas árvores de modo estritamente alegórico (por exemplo, Orígenes de Alexandria) ou como fontes de imortalidade física — ou física e espiritual — em sentido sacramental, sendo o próprio Deus a fonte do poder vivificante. Ademais, comentários posteriores de Calvino parecem inclinar-se para uma direção quase docetista, algo que devemos evitar:
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