(As mulheres devem ser ordenadas pastoras de acordo com a Primeira Carta a Timóteo 2:11-15?)

AÍDA DINA BESANÇON SPENCER*
As mulheres devem ser ordenadas pastoras de acordo com a Primeira Carta a Timóteo 2:11-15? Os estudiosos tradicionalmente interpretam este texto de três maneiras: como se aplicando literalmente a todas as mulheres (portanto, elas não deveriam ser ordenadas pastoras); ou como não se aplicando a nenhuma mulher na era atual, seja porque o texto não é autoritativo (Paulo provavelmente não o escreveu) ou porque seu imperativo se refere apenas às mulheres do primeiro século (era um mandato cultural).[1] Imagino que mulheres e homens que tendem a favorecer as duas últimas interpretações o fazem porque o imperativo em Primeira Timóteo parece inconsistente com as conquistas educacionais contemporâneas das mulheres ou com o conceito de um Deus amoroso. Contudo, se o texto for interpretado como relevante apenas para o primeiro século, não teremos descartado as referências do autor aos critérios universais de Adão e Eva (versículos 13-14) ao estabelecer modelos para o comportamento eclesiástico? Além disso, toda a Escritura poderia então ser descartada como simplesmente “cultural”?
De fato, esta passagem leva muitos leitores sérios a rejeitarem a autoria paulina das Epístolas Pastorais. Muitos argumentam que ela é inconsistente com os ensinamentos de Paulo e com a mensagem do evangelho. Frequentemente, as seguintes passagens são citadas como contraditórias a 1 Timóteo 2:11-15.
Aqui não pode haver grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo, homem livre, mas Cristo é tudo em todos. (Colossenses 3:11)
Pois ele (Cristo) é a nossa paz, que de ambos os povos fez um só e destruiu a barreira, o muro da inimizade (Efésios 2:14).
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