
John Walvoord
A conhecida parábola dos talentos, registrada em Mateus 25, é a sexta e última ilustração utilizada por Cristo a respeito da preparação para a Sua segunda vinda. Aqui, a ênfase recai sobre o servir, e não apenas sobre a vigilância, como ocorre na parábola das virgens.
Como era costume no mundo antigo, o senhor dos servos é retratado confiando seus bens aos servos antes de partir em viagem. Ele distribuiu seus bens entre os três servos de acordo com a capacidade de cada um: deu cinco talentos a um, dois a outro e um talento ao terceiro.
Um talento representava uma grande quantia em dinheiro, cujo valor variava consideravelmente dependendo de ser de prata ou de ouro, podendo pesar entre cinquenta e oito e oitenta libras (aproximadamente 26 a 36 kg).140 Um talento de prata poderia valer até 2.000 dólares, e um talento de ouro, até 30.000 dólares. Com a valorização desses metais, o valor seria ainda maior nos dias de hoje. Considerando que o salário de um homem na época de Cristo era de dezesseis centavos por dia, o poder de compra dessa quantia era enorme. Na estimativa máxima, o homem que recebeu cinco talentos poderia ter recebido o equivalente a 150.000 dólares — uma fortuna que, em termos de poder de compra, equivaleria a milhões atualmente.
Na ausência de seu senhor, o homem que recebera cinco talentos duplicou o dinheiro. Da mesma forma, o homem que recebera dois talentos também duplicou o seu. Aquele que recebera apenas um talento, porém, enterrou o dinheiro na terra e nada fez com ele.
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