O Arrebatamento da Igreja: uma Doutrina da Igreja Primitiva ou um Desenvolvimento Recente do Movimento Dispensacionalista?

David K. Hebert

Oral Roberts University

ABSTRATO

David K. Hebert, Mestre em Artes em Estudos Teológicos e Históricos

O Arrebatamento da Igreja: uma Doutrina da Igreja Primitiva ou um Desenvolvimento Recente do Movimento Dispensacionalista?

Larry Hart, Ph.D.

Esta tese investigou se a doutrina do arrebatamento pré-milenar da Igreja, como um evento separado da segunda vinda de Jesus, se originou na Igreja primitiva ou com o Movimento Dispensacional por volta de 1830. Embora o termo “arrebatamento” propriamente dito, não apareça na Escritura vem das palavras latinas rapere e rapiemur e da palavra Grega harpazo (que aparece no Novo Testamento).

O texto do Novo Testamento apoia o conceito de Arrebatamento da Igreja, além de ser confirmado pelos arrebatamentos de Enoque, Elias e Jesus. Existem termos relacionados no Novo Testamento que foi abordado, sendo o principal a parousia. Também existem termos teológicos não escriturísticos relacionados que foram definidos, sendo os principais escatológicos, pré-milenismo, pré-tribulacionalismo e iminência. Os escritos dos Pais Antenicenos foram examinados para verificar se eles tratavam de algum desses termos. Os escritos históricos subsequentes da igreja também foram revistos para descobrir qualquer menção ao arrebatamento. Toda essa pesquisa foi examinada para determinar se havia evidência suficiente para apoiar uma conclusão de que o arrebatamento era uma crença ortodoxa da Igreja primitiva ou não. O que foi determinante para apoiar a conclusão que existem evidências suficientes para isso.

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TRADITIO DEFORMIS

Por David Bentley Hart

A longa história da exegese bíblica Cristã defeituosa ocasionada por traduções problemáticas é exuberante, e suas riquezas são demasiadamente numerosas e requintadamente variadas para classificar apropriadamente. Mas acho que se pode organizar a maioria delas ao longo de um único continuum em quatro grandes divisões: alguns erros de leitura são causados ​​por erro de um tradutor, outros por interpretações meramente questionáveis ​​de certas palavras, outros pela falta de familiaridade com o idioma do autor original (historicamente específico), e ainda outros, pelo afastamento “intraduzível” das próprias preocupações teológicas (culturalmente específicas) do autor. E cada tipo vem com seus próprios perigos e consequências especiais.

Mas deixe-me ilustrar. Tomemos, por exemplo, a leitura magistral de Agostinho da Carta aos Romanos, tal como desdobrada em resmas de seus escritos, e sempre depois por seus herdeiros teológicos: talvez o mais sublime “erro abismal de leitura” na história do pensamento Cristão, e que compreende espécimes de todas as quatro classes de erro de interpretação. Do primeiro, por exemplo: a tradução em Latim notoriamente enganosa de Romanos 5:12 que enganou Agostinho ao imaginar que Paulo acreditava que todos os seres humanos, de alguma maneira misteriosa, pecaram “em” Adão, o que obrigou Agostinho a pensar no pecado original – escravidão à morte, debilidade mental e moral, afastamento de Deus – cada vez mais insistentemente em termos de uma culpa herdada (um conceito tão logicamente coerente como o de um círculo quadrado), e que o levou a afirmar com tremendo vigor o tormento justamente eterno de bebês que morreram não batizados. E do segundo: a forma como, por exemplo, o mal-entendido de Agostinho sobre a teologia da eleição de Paulo foi estimulado pela simples contingência de um verbo tão fraco quanto o Grego proorizein (“delinear de antemão”, “planejar”, etc.) sendo traduzido como praedestinare – etimologicamente defensável, mas conotativamente impossível. E do terceiro: a falha frequente de Agostinho em avaliar o grau em que, para Paulo, as “obras” (erga, opera) que ele contrasta com fé são obras da lei Mosaica, “observâncias” (circuncisão, regulamentos kosher, e assim por diante ) E do quarto – bem, as evidências abundam: a tentativa de Agostinho de reverter os dois primeiros termos na ordem de eleição estabelecida em Romanos 8: 29-30 (“Quem ele conheceu de antemão também predestinou de antemão”); ou sua ânsia, ao citar Romanos 5:18, para citar a prótase (“Assim como a ofensa de um homem levou à condenação de todos os homens”), mas sua relutância em citar a apodose (estritamente isomórfica) (“assim também a justiça de um homem levou à justificação para a vida de todos os homens”); ou, é claro, toda a sua leitura de Romanos 9-11. . .

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Visões Patrísticas do Inferno – Parte 1

Graham Keith

O livro Odiado Sem causa? Um Levantamento do Antissemitismo do Dr. Keith  (Carlisle: Paternoster, 1997) é revisado posteriormente nesta edição. Ele também fez pesquisas na teologia cristã primitiva e, nesta e nas seguintes edições, oferece estudos de dois entendimentos contrastantes da doutrina do Inferno de Orígenes e Agostinho.

Palavras-chave: Teologia; igreja primitiva; escatologia; Inferno; Orígenes

Frequentemente ficamos com a impressão de que a igreja primitiva foi um período improdutivo no que diz respeito à doutrina do Inferno e da escatologia em geral. Afinal, nenhum concílio geral tratou as doutrinas escatológicas da mesma maneira que os temas trinitários e Cristológicos foram tratados. As declarações Credais, por sua vez, dão apenas uma atenção mínima às questões escatológicas. Típico dessa tendência é o Credo dos Apóstolos com seu discurso de que Cristo vem para julgar os vivos e os mortos e com sua simples afirmação de crença na ‘ressurreição da carne e na vida eterna’.

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O Calvinismo foi Ensinado Primeiro por Agostinho

Pode causar alguma surpresa descobrir que a doutrina da Predestinação não foi objeto de estudo especial até perto do final do século IV. Os primeiros pais da igreja colocavam ênfase principal nas boas obras, como fé, arrependimento, dar esmolas, orações, submissão ao batismo, etc. Eles, é claro, ensinavam que a salvação era por meio de Cristo; ainda assim, eles presumiram que o homem tinha total poder para aceitar ou rejeitar o evangelho … Eles ensinaram uma espécie de sinergismo em que havia cooperação entre a graça e o livre arbítrio … [Predestinação Calvinista] foi claramente vista pela primeira vez por Agostinho, … ele foi muito além dos teólogos anteriores [e] ensinou e eleição incondicional. (Boettner, Reformed Doctrine of Predestination, p. 365, ênfase adicionada)

Resposta:

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Juliano Estava Certo? Uma reavaliação das doutrinas da concupiscência sexual e da transmissão do pecado de Agostinho e Mani

Abstrato

O artigo enfoca a questão: Juliano de Eclano (c. 380-454) estava certo ao acusar Agostinho (354-430) de ainda ser um Maniqueu, com base em sua visão da concupiscência sexual e da transmissão do pecado (original)? A fim de encontrar uma resposta a esta questão (ainda muito debatida), primeiro é fornecido um esboço da familiaridade de Agostinho com o Maniqueísmo. Depois disso, segue a visão geral (primeiro) das doutrinas Maniqueístas sobre a origem da concupiscência sexual, suas características distintas e seu papel na transmissão do pecado. A terceira parte do artigo concentra-se nos pontos de vista essenciais de Agostinho sobre a concupiscência sexual e a transmissão do pecado original, em particular conforme foram expostos (e posteriormente desenvolvidos) em sua controvérsia com o bispo “Pelagiano”, Juliano de Eclano. Conclui-se que, em particular, a ênfase de Agostinho no “movimento aleatório” (motus inordinatus) como típico da pecaminosidade da concupiscência sexual é surpreendentemente semelhante às visões Maniqueístas. Aqui, então, Juliano parece estar certo. Finalmente, algumas observações preliminares são feitas sobre as primeiras visões Judaicas e Judaico-Cristãs da concupiscência sexual e do pecado (original) que podem ter influenciado não apenas Mani e seus seguidores, mas também Agostinho e seus precursores na tradição Romana do Norte da África.

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Uma avaliação da “Teologia da Substituição”

A Relação entre o Israel da Aliança Abraâmica-Davídica e a Igreja Cristã

Walter C. Kaiser, Jr.[1]

A teologia da substituição não é uma novidade na arena teológica, pois provavelmente tem suas origens em uma aliança político-eclesiástica forjada entre Eusébio Panfílio e o imperador Constantino.[2] Constantino, considerando-se o representante de Deus em seu papel como imperador, reuniu todos os bispos no dia da sua tricenalia (30º aniversário do seu reinado), um acontecimento, aliás, que ele via como o prenúncio do banquete messiânico escatológico. Os resultados desse encontro, na mente de Eusébio, tornaram desnecessário distinguir entre a Igreja e o Império, pois eles pareciam se fundir em um reino de Deus na terra cumprido no tempo presente.[3] Tal manobra, é claro, minimizou bem o papel e a importância do povo Judeu em quaisquer considerações do reino. Aqui começou o longo caminho da teologia da substituição.

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Fatores Históricos até a Época de Constantino que Afetam a Apropriação das Bênçãos de Israel pela Igreja

Por H. Wayne House

Nas entradas de muitas catedrais Góticas em toda a Europa, pode-se observar estatuas femininos que são personificações da Ecclesia (a Igreja) e da Sinagoga (a Sinagoga). Percebe-se que a Ecclesia usa uma coroa, olhando para frente, segurando a cabeça numa pose triunfante. Por outro lado, a Sinagoga, com a cabeça baixa, tendo perdido sua coroa e segurando um cajado quebrado e usando uma venda, permanece derrotada e rejeitada.[1] Essas personificações simbolizam a perspectiva consensual da igreja em meados do século II dC até os dias atuais, com poucas exceções. Orígenes expressa a mudança do povo de Israel para a igreja de Cristo: “Pois que nação está exilada de sua própria metrópole e do lugar sagrado para a adoração de seus pais, exceto os Judeus?”[2]. Um problema muitas vezes não debatido na aparente “magia” da restauração de Israel, a saber, a dispersão de uma nação entre as nações.

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Sementes Contaminadas e Vasos Sagrados: O Passado Maniqueísta de Agostinho

Por Elizabeth A. Clark

1

O abismo entre o anseio juvenil de Agostinho pela certeza científica[1] e suas posteriores admissões de ignorância[2] é apenas uma indicação de sua visão progressivamente “obscurecida”.[3] Embora essa ignorância tenha levado a louvar a onipotência misteriosa de Deus,[4] o velho Agostinho, longe de compreender o projeto do universo,[5] não conseguia entender como se formavam os fetos nem como recebiam suas almas.[6] Ainda pior que a ignorância científica foi à heresia, e no final de sua vida, Agostinho descobriu que sua teologia da reprodução impunha acusações de “Maniqueísmo” contra ele.[7] Críticos Pelagianos como Juliano de Eclano alegaram que a teoria do pecado original de Agostinho, transmitida através do ato sexual e corrompendo a prole concebida, era um retrocesso à noção Maniqueísta do “mal natural” que Agostinho havia aceitado em sua juventude.[8]

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A Interpretação das Setenta Semanas de Daniel nos Primeiros Pais

Por Louis E. Knowles

MAIS de um escritor observou que o notável pântano da interpretação do Antigo Testamento se encontra na história das inúmeras e igualmente diversas exposições da profecia de Daniel das Setenta Semanas. Isso é certamente tão verdadeiro quanto à situação nos primeiros escritores patrísticos como em qualquer outro período. Além disso, a confusão geralmente aumenta aqui devido a dois fatores. Primeiro, os primeiros pais tinham um texto muito corrupto de Daniel, sobre o qual trabalhar. Nenhum deles demosntra qualquer conhecimento do Hebraico dessa passagem, embora alguns dos escritores posteriores tenham familiaridade com o idioma. O segundo fator está na falta de cronologia científica. Poucos pais tinham ideia de quando o primeiro ano de Ciro ocorreu. Deve-se afirmar, no entanto, que quanto mais tarde seguimos o desenvolvimento, mais preciso se torna o conhecimento das datas históricas.

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