Um conto de Dois Deuses: como o Deus do Calvinismo e o Deus da Bíblia são Dois Deuses muito diferentes.

Por Ben Giselbach

Um pregador e escritor confessional muito popular, John Piper, é famoso por dizer que “todas as coisas” – até o nível subatômico – “são ordenados, guiados e governados” por Deus. [1] A ideia de que Deus determina tudo pode ser rastreado até Agostinho de Hipona no século V e é particularmente popular entre um ramo do protestantismo conhecido como teologia reformada.

A teologia reformada, mais comumente conhecida como Calvinismo [2] (usaremos essas palavras de forma intercambiável) é uma filosofia religiosa que segue os ensinamentos de João Calvino e outros teólogos protestantes da era da Reforma. É importante notar que a teologia reformada, ou calvinismo, está experimentando um ressurgimento na América atualmente. Tão popular é a teologia Reformada que qualquer cristão que lê uma literatura confessional relativamente conservadora conhece bem os famosos autores calvinistas. Compreensivelmente, os pregadores mais jovens sedentos de verdade, tendem a gostar particularmente de seus escritos por causa de sua abordagem muitas vezes apaixonada, porém conservadora, para muitas questões bíblicas. (E, como resultado, por vezes suas influências calvinistas, inconscientemente, se arrastam até o púlpito do jovem pregador).

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Deus odeia os pecadores?

Deus odeia os pecadores? Certos textos bíblicos nas seções poéticas contêm essas afirmações. Considere, como exemplos (citações do NVI, a ênfase em negrito é minha):

Salmos 5:5-6 Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal. Destróis os mentirosos; os assassinos e os traiçoeiros o Senhor detesta.

Proverbs 6:16-19 Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.

Oséias 9:15 Toda a sua impiedade começou em Gilgal; de fato, ali eu os odiei. Por causa dos seus pecados, eu os expulsarei da minha terra. Não os amarei mais; todos os seus líderes são rebeldes.

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São todos os cristãos verdadeiros predestinados a perseverar?

Primeira  parte do debate entre James Akin e James White (calvinista).

São todos os cristãos verdadeiros predestinados a perseverar?

 

Por James Akin

 

PARTE I: Declaração inicial

A proposição

Obrigado. Hoje à noite me pediram para debater a proposição, todos os verdadeiros cristãos foram predestinados a perseverar.

Para debater isso, devemos primeiro entender o que significa, e para esse fim gostaria de mencionar brevemente seus três termos-chave:

“Verdadeiros cristãos”

O primeiro termo é “cristãos verdadeiros”. É fácil dizer quem são. Um “verdadeiro cristão” é uma pessoa que foi justificada, nasceu de novo e entrou num estado de salvação.

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A História da Igreja e o Calvinismo – Parte 1

A História da Igreja e o Calvinismo – Parte 1

Dizer que algo parecido com um modelo calvinista de eleição esteja totalmente ausente dos ensinamentos dos primeiros pais da Igreja é, como ficará evidente em breve, um eufemismo. Ironicamente, porém, João Calvino não foi o criador de um sistema predestinista, estritamente falando. O fundador desta doutrina não foi outro senão Santo Agostinho (354-430 d. C.).

Segundo Vance, “A influência de Agostinho sobre a história de um modo geral e sobre o cristianismo em particular, é incalculável – mas não surpreendente – uma vez que, assim como Calvino, ele foi um escritor bastante prolífico… Quando um calvinista moderno se esforça para justificar o calvinismo por meio de um apelo aos homens, o primeiro nome mencionado é sempre o de Agostinho”.1

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