
Autor: Dr. David Livingston
Existe um pressuposto que tem afetado a pesquisa sobre o Antigo Testamento há mais de 150 anos. Trata-se da ideia de que a religião de Israel — e, consequentemente, a Bíblia — evoluiu, ou é uma revisão (ou aprimoramento) de sistemas religiosos anteriores, para atender aos propósitos dos escritores bíblicos. Referimo-nos à hipótese documental de Wellhausen.
Este artigo faz parte de uma série dedicada ao Dr. David Livingston, em reconhecimento às suas realizações na defesa da confiabilidade e da inerrância da Bíblia, e em celebração ao 40º aniversário da fundação do ministério ABR por ele realizada. Este artigo foi publicado originalmente na edição de inverno de 2002 da revista Bible and Spade.
Qual é a relação adequada entre a literatura (textos) do Antigo Oriente Próximo (AOP) e o Antigo Testamento? As literaturas a que me refiro incluem a Epopeia de Gilgamesh, as Listas de Reis Sumérios e Babilônios, o Código de Hamurabi e muitas outras.
Grande esforço acadêmico tem sido dedicado aos estudos do Antigo Testamento, bem como a outros documentos do AOP. No entanto, nas últimas décadas, três premissas têm dominado o pensamento da maioria dos estudiosos, impedindo-os de estabelecer correlações adequadas.
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