
MICHAEL J. SVIGEL*
I. INTRODUÇÃO
Desde o momento em que surgiu pela primeira vez nos círculos pré-milenistas modernos, em meados do século XIX, a doutrina da teoria do “arrebatamento secreto” foi recebida com críticas e controvérsias.[1] Embora sua forma desenvolvida — o arrebatamento pré-tribulacionista[2] — tenha encontrado apoio popular entusiástico entre pré-milenistas dispensacionalistas como James H. Brookes, C. I. Scofield e Lewis Sperry Chafer, muitos pré-milenistas não dispensacionalistas resistiram à sua intrusão em um cenário escatológico já instável.[3]
Não obstante, a doutrina do arrebatamento secreto tornou-se um elemento distintivo em muitas igrejas e instituições evangélicas, desfrutando ainda hoje de um alto grau de apoio popular.[4] Contudo, o interesse (e o apoio declarado) pela posição do arrebatamento secreto entre estudiosos evangélicos parece estar diminuindo.[5] A percepção entre exegetas e teólogos interessados parece ser a de que a teologia do arrebatamento não se baseia em exegese verificável, mas em inferências extraídas de passagens bíblicas ambíguas e em pressupostos dispensacionalistas peculiares.[6] Em suma, muitos hoje acreditam que a doutrina do arrebatamento da igreja da terra, antes do período de tribulação de sete anos, simplesmente não possui uma base exegética clara.[7]
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