Brandon Fairbairn
Resumo
Durante sua adolescência tardia e início da vida adulta, Agostinho praticou o maniqueísmo, uma religião dualista fundada pelo profeta persa Mani. Agostinho eventualmente deixou a religião e retornou ao catolicismo. Ele descreve seu tempo como maniqueísta e sua desilusão com a religião ao longo de suas Confissões. Neste artigo, argumento que, embora Agostinho repreenda repetidamente Mani e seus seguidores como pregadores de uma fé falsa, há várias indicações de que o maniqueísmo, consciente ou inconscientemente, ajudou a formar parte de sua teologia católica subsequente. Essas influências são às vezes indiretas, como a ênfase de Agostinho na impiedade sexual. Outras influências são mais diretas, como a teologia dualista que ele apresenta em Cidade de Deus. Essas influências levaram a acusações feitas por oponentes contemporâneos, como Juliano de Eclanum, de que Agostinho nunca deixou o maniqueísmo. Em apoio adicional ao meu argumento, houve um recente impulso acadêmico alimentado, especialmente por Johannes van Oort, para examinar mais uma vez como o maniqueísmo veio a influenciar as crenças posteriores de Agostinho.
Palavras-chave: Agostinho; Maniqueísmo; Confissões; Cidade de Deus; Juliano de Eclanum
Assine para continuar lendo
Torne-se um assinante pagante para ter acesso ao restante do post e outros conteúdos exclusivos.