Mas o mito da prostituição no templo nas antigas Éfeso e Corinto se mostra persistente.

Sandra Glahn
“Eu pensava que havia prostitutas no templo em Éfeso…”
Quando falei em uma capela de seminário no Brasil no verão passado, um aluno me abordou depois e perguntou: “Espere aí — você está dizendo que não havia prostitutas no templo em Éfeso? Sempre ouvi dizer que eram comuns.”
Exatamente. É exatamente isso que estou dizendo.
J. B. Coffman escreveu certa vez que algumas mulheres estavam “cortando o cabelo, à maneira das notórias prostitutas coríntias”. Coffman (1905–2006), um influente ministro e teólogo americano, estava comentando sobre 1 Coríntios 11 e a questão das mulheres com a cabeça raspada. Como muitos em sua época, ele presumia a existência da prostituição no templo. Muitos também associavam cabeças raspadas à prostituição. Mas essas suposições não correspondem aos dados. Estudiosos examinaram a antiga referência (só existe uma!) à prostituição no templo de Corinto e descobriram que as chamadas “prostitutas notórias” provavelmente nunca existiram. E se um grande número de profissionais do sexo esteve ligado ao templo de Afrodite, elas desapareceram muito antes de Paulo — pelo menos quinhentos anos antes. A logística também não bate: o suposto templo era pequeno demais para abrigar o número de pessoas descrito e ficava em uma colina cuja subida levaria meio dia. Dificilmente um distrito da luz vermelha no centro da cidade.
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