
“A ardente expectativa da criação aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Pois a criação foi sujeita à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou; contudo, na esperança de que a própria criação será libertada da escravidão da corrupção, para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e sofre as dores de parto até agora.” Romanos 8:19-22.
1. Nada é mais certo do que o fato de que, assim como “o Senhor ama a todos”, “sua misericórdia se estende a todas as suas obras”; todas as que têm consciência, todas as que são capazes de prazer ou dor, de felicidade ou miséria. Em consequência disso, “ele abre a sua mão e outorga abundantemente a todos os seres vivos. Ele prepara alimento para o gado”, assim como “ervas para os filhos dos homens”. Ele provê para as aves do céu, “alimentando os filhotes dos corvos quando clamam a ele”. “Ele faz brotar fontes nos rios que correm entre os montes, para dar de beber a todos os animais do campo”, e para que até mesmo “os jumentos selvagens possam saciar a sua sede”. E, apropriadamente a isso, ele nos orienta a sermos ternos até mesmo com as criaturas mais humildes; a mostrar misericórdia também a estas. “Não amordace o boi que debulha o trigo” — um costume que ainda hoje é observado nos países do Oriente. E isso de modo algum contradiz a pergunta de São Paulo: “Será que Deus cuida dos bois?”. Sem dúvida, sim. Não podemos negar isso sem contradizer frontalmente a sua palavra. O significado claro do Apóstolo é: Será que é só isso que está implícito no texto? Não há um significado mais profundo? Não nos ensina que devemos alimentar os corpos daqueles que desejamos que alimentem nossas almas? Enquanto isso, é certo que Deus “dá pasto para o gado”, assim como “ervas para o uso dos homens”.
Assine para continuar lendo
Torne-se um assinante pagante para ter acesso ao restante do post e outros conteúdos exclusivos.