Ártemis de Éfeso: Por que sua identidade importa

Sandra L. Glahn,

Hoje em dia, quando uma mulher entra em trabalho de parto, amigos e parentes costumam comemorar, celebrar e trazer presentes. Mas na Éfeso do primeiro século, essas celebrações seriam atenuadas pelo tremor, pela apaziguação de ídolos e pela oferta de presentes aos deuses — especialmente a Ártemis. Embora o parto seja sempre arriscado, no mundo antigo ele era comprovadamente mortal. O parto era a principal causa de morte entre mulheres de 15 a 29 anos.

Na época do apóstolo Paulo, o templo de Ártemis em Éfeso era a joia da coroa das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Após um incêndio, foi reconstruído e tornou-se três vezes maior que o Partenon de Atenas. E este Artemísio era um local frequente de oferendas e orações por um parto seguro. Segundo Homero, Ártemis era filha ilegítima de Leto e Zeus, irmã gêmea de Apolo, deusa da caça e virgem convicta. Mas ela assumia características adicionais de acordo com o local. Da mesma forma que a Barbie pode ser astronauta, arqueóloga e presidente dos EUA, Ártemis poderia ter personas diferentes em cidades diferentes. E em Éfeso, Ártemis era mais do que uma deusa virgem da caça, portadora de flechas. Ela também estava ligada à obstetrícia.

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