
Por John Mark Hicks
Qual é a interpretação tradicional histórica de 1 Timóteo 2:11-14? As interpretações complementarista e igualitária são recentes e representam respostas a mudanças culturais.
Em seu livro *An Historian Looks at 1 Timothy 2:11-14: The Authentic Traditional Interpretation and Why It Disappeared* (Eugene, OR: Wipf & Stock, 2012), Joan G. Brown explora a “interpretação tradicional” de 1 Timóteo 2:11-14 sob a perspectiva de importantes comentaristas protestantes, de Martinho Lutero a Charles Hodge, do início do século XVI até meados do século XIX. Ela argumenta que a “interpretação tradicional autêntica” aplicava esse texto à ordem civil e social, enquanto os tradicionalistas contemporâneos (que excluem toda liderança feminina audível e visível na assembleia, com base em 1 Timóteo 2:12) e os complementaristas (que excluem principalmente as mulheres da pregação e da autoridade governante na liderança congregacional, também com base em 1 Timóteo 2:12) não o fazem. Visões mais recentes têm se afastado da fundamentação da ordem social nas ordenanças da criação (no que diz respeito a homens e mulheres), aplicando-as ao lar e à igreja. Esta é uma nova interpretação. Brown argumenta que a cultura é mais responsável por essa mudança do que a capacidade exegética.
Além disso, muitos que articularam a “interpretação tradicional autêntica” também acreditavam que o reino de Deus não está sujeito à lei natural que governa a ordem social, porque Deus concede dons extraordinários às mulheres (além da lei natural) para a liderança pública na comunidade de fé. Essa conclusão é contestada pelos tradicionalistas contemporâneos (que não dão voz às mulheres líderes na assembleia) e pelos complementaristas (que geralmente excluem principalmente a pregação e algumas outras funções). O que aconteceu? Por que a interpretação tradicional mudou? Brown tenta responder a essa pergunta.
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