
Por Alan G. Padgett
Uma Resposta a Women in the Church, orgs. Köstenberger, Schreiner e Baldwin
Uma das passagens mais controversas do Novo Testamento atualmente é 1 Timóteo 2:8-15. A razão cultural para isso é clara: a ordenação de mulheres na Igreja é um tema central de debate entre denominações tradicionais e evangélicas. Cristãos com formação bíblica estão, com razão, preocupados com o significado dessa passagem para o ministério hoje. E, em resposta a essa preocupação, um grande número de estudiosos escreveu artigos, comentários e até mesmo livros inteiros sobre esses poucos versículos.
Os leitores do Priscilla Papers certamente conhecem o livro de nossa Presidente Emérita, I Suffer Not a Woman de Catherine e Richard Kroeger, publicado pela Baker Books em 1992). Em resposta a esse volume, a Baker Books acaba de lançar uma nova obra sobre essa mesma passagem, Women in the Church: A Fresh Analysis of 1 Timothy 2:9-15, editado por Andreas J. Köstenberger, Thomas R. Schreiner e H. Scott Baldwin (1995). O propósito desta coletânea acadêmica é claro: reunir as ferramentas da erudição bíblica e da teologia em defesa da subordinação das mulheres na igreja e da exclusão das mulheres do ensino aos homens (a chamada visão “complementarista”). Os autores se unem à tentativa de refutar o crescente consenso entre os estudiosos de que “Paulo exigia apenas que as mulheres de Éfeso não ensinassem nem exercessem autoridade sobre os homens, visto que estavam contaminadas por uma perspectiva cultural anômala” (15) — em outras palavras, as mulheres nessa passagem estavam sendo enganadas por falsos mestres.[1]
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