A TEORIA DO NOME CONTRAÍDO

Por Eldon Jay Epp

A segunda edição do Comentário Textual da UBS (1994) é, sem dúvida, a obra mais recente e amplamente divulgada a repetir a proposta, já bastante difundida, de que Ίουνιαν poderia ser entendido como Ίουνιᾶς (masculino), com base no fato de que este último (Junias) poderia representar a forma abreviada grega (chamada hipocorismo) de um nome masculino mais longo, ou seja, o latino Iunianus. [1]Para ser preciso, o Comentário Textual, após relatar que “alguns membros” do comitê editorial da UBS adotaram essa visão, apresentou como evidência a edição de 1988 do Worterbuch de Bauer, que definiu o masculino Ίουνιᾶς da seguinte forma:

Júnias (não encontrado em outros lugares), provavelmente forma abreviada do comum Junianus; cf. Bl.-D. §125, 2; Rob. 172).[2]

A referência adicional fornecida por Bauer a Blass-Debrunner, no entanto, não foi tão categórica quanto a obra de Bauer sugeria: Blass-Debrunner-Funk (para citar a versão em inglês) disse:

Ίουνιᾶς (- Junianus?), se… Ίουνιαν R[om] 16:7 significa um homem (os antigos entendiam um casal casado como Áquila e Priscila…).·[3]

No entanto, a Grammatik de Blass-Debrunner obviamente favorecia o masculino.

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