
Enquadrando a Questão: O Que Significa Erro de Transmissão nos Estudos Textuais do Novo Testamento
Erro de transmissão refere-se a qualquer desvio da redação original de um livro do Novo Testamento que tenha entrado no texto durante a cópia manual. A tarefa do historiador não é ensaiar dúvidas, mas identificar, classificar e corrigir esses desvios, ponderando os manuscritos. Os primeiros testemunhos documentais — especialmente os papiros de 100–225 d.C. e as maiúsculas do século IV — nos ancoram perto do texto autógrafo escrito entre cerca de 50–96 d.C., dentro da memória viva dos eventos do ministério de Jesus (30–33 d.C.) e da missão apostólica. A alta concordância entre os papiros do século II/III e códices como o Vaticano (300–330 d.C.) demonstra uma transmissão estável que permite a restauração segura da redação original. O P75 (175–225 d.C.) alinha-se estreitamente com o Vaticano em Lucas e João, enquanto o P66 (125–150 d.C.) e o P45 (175–225 d.C.) antecipam ainda mais a nossa atestação. Quando falamos de erros de transmissão, portanto, não estamos descrevendo uma corrupção generalizada, mas um conjunto limitado de desvios, na sua maioria menores, que podem ser diagnosticados e corrigidos através de uma análise cuidadosa das evidências externas, com as considerações internas a desempenharem um papel de apoio.
O Método Documental e o Texto Alexandrino Antigo
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