
Brad Klassen Professor Associado de Exposição Bíblica The Master’s Seminary
O objetivo deste artigo é identificar as principais questões hermenêuticas no centro da divisão sobre escatologia, oferecendo uma breve resposta pré-milenista a cada uma delas. A primeira dessas questões diz respeito à legitimidade da interpretação literal em relação aos textos proféticos. A segunda diz respeito à função da revelação progressiva e à relação da revelação subsequente com a revelação antecedente. A terceira diz respeito à influência da pressuposição, particularmente em relação à analogia da fé e ao impacto do dualismo platônico na abordagem cristã das Escrituras.
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Introdução
As discussões sobre escatologia bíblica — o estudo do ensino bíblico sobre eventos futuros — divergem em torno de um evento crucial: o momento da segunda vinda de Jesus Cristo. Em particular, a discordância sobre essa peça central no plano redentor de Deus relaciona-se ao que o apóstolo João descreveu como um reinado “milenar” do Messias em Apocalipse 20:1–6.[1] Três posições gerais se desenvolveram ao longo da história da igreja.
Primeiro, a visão mais antiga da igreja, o pré-milenismo,[2] sustenta que a segunda vinda de Cristo ocorre antes (“pré-”) do milênio descrito por João.[3] Em outras palavras, o pré-milenismo ensina que Cristo retornará para estabelecer um reino físico na terra, conforme descrito por uma interpretação não figurada de Apocalipse 20:1–6. Esse reino não começará até o retorno de Cristo e terminará mil anos depois, com o estabelecimento dos novos céus e da nova terra de Apocalipse 21–22.
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